9 de agosto de 2009

História Verídica

Minha irmã trabalha na administração de uma rede de motéis. Ai, hoje, ela chega em casa, pela manhã, com uma galinha branca dentro do carro, presa dentro de uma caixa de papelão. Sim, o cliente deixou "de presente" para ela a bichinha presa no quarto do motel.

E pra piorar, minha mãe tirou do cachorro de minha irmã o prazer de matar a galinha e ela mesma matou. Não sem antes ficarmos de olho para ver se a bichinha tinha sofrido violência sexual lá no motel!!!

Enfim, poderia ter virado nossa janta, mas já tínhamos comprado camarões para fazer um risoto.

Tem horas que entendo porque não recebo alta da análise. Freud explicaria, mas preferi Jung.

3 de agosto de 2009

Sonho

Quase dois meses depois, finalmente ele falou comigo. Estava deitado no sofá da casa que morávamos, com aquela bermuda azul de sempre e também vestia uma blusa azul, quase no mesmo tom. O sofá ainda era verde, o que tínhamos jogado fora antes da mudança. Tava deitado e eu perguntei como ele estava. Abriu os olhos, me disse que ainda estava doendo, mas que já tinha melhorado bastante. Subi até o quarto de cima para ver o que podíamos fazer. Ai me lembrei que ele já estava morto e não tinha como fazer o plano de saúde atendê-lo. Desci e liguei o ventilador na sala. Estava calor e eu só queria que ele dormisse melhor.

Quando acordei, só deu tempo de contar para a minha mãe: Desta vez, ele decidiu falar comigo.

Saudades (Muitas)

13 de julho de 2009

Convocation Society



Quantos blogueiros
que vem aqui são do RJ?
Que tal fazermos um "encontration society"?

24 de junho de 2009

Pensando alto

Decidi não mais brigar e apenas fazer o que for preciso. Decidi não mais contestar e apenas conservar minha energia. Não adianta, não há força individual capaz de alterar a forma como as pessoas nos tratam. Há, apenas, o meu não e o meu sim para determinadas situações, provas e pessoas. Estou cansada. Cansada de um carinho valer tão pouco. Cansada de sorrir para quem sequer merece ver o meu rosto. Tem horas que é realmente melhor ficar sozinha.
Eu poderia ter ligado novamente e discutido. Seria o que sempre foi feito, o comum, o costume. Poderia ter conversado, discado o número de telefone, convidado para um passeio, poderia...poderia...poderia. Decidi ficar aqui, quieta. Minha arma principal agora se chama silêncio.
Eu não brigo mais, não peço e sequer espero. Mesmo quando me surpreendo.

13 de junho de 2009

Até breve, pai!

Este fevereiro azul. Como a chama da paixão. Nascido com a morte certa. Com prevista duração. Deflagra suas manhãs. Sobre as montanhas e o mar. Com o desatino de tudo. Que está para se acabar.


A carne de fevereiro. Tem o sabor suicida. De coisa que está vivendo. Vivendo mas já perdida. Mas como tudo que vive. Não desiste de viver, fevereiro não desiste: vai morrer, não quer morrer.


E a luta da resistência. Se trava em todo lugar: por cima dos edifícios, por sobre as águas do mar. O vento que empurra a tarde. Arrasta a fera ferida, rasga-lhe o corpo de nuvens. dessangra-a sobre a Avenida

Vieira Souto e o Arpoador. Numa ampla hemorragia. Suja de sangue as montanhas. Tinge as águas da baía. E nesse esquartejamento a que outros chamam verão, fevereiro ainda em agonia resiste mordendo o chão. Sim, fevereiro resiste. Como uma fera ferida. É essa esperança doida. Que é o próprio nome da vida.

6-6-1932 + 13-6-2009

Vai morrer, não quer morrer.
Se apega a tudo que existe:
na areia, no mar, na relva,
no meu coração - resiste.

(Verão - Ferreira Gullar)

6 de junho de 2009

7 de maio de 2009


Quem
sabe o que é ter e perder alguém?

30 de abril de 2009

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