17 de janeiro de 2010

Colecionando Convidados


Pode chegar quem quiser, venha de onde vier. Não é festa para poucos, mas não busque propagandas em outdoors. A casa está aberta e a velha mania de me render à primeira impressão destrui-se no raiar da solidão. Então, nem se preocupe com a combinação da roupa, com a grana pra cerveja, ou com o carro mal estacionado. Também não se iluda pela roupa colorida ou pelo sorriso aparente. Há aqui uma certa timidez. E há também algo muito maior e melhor do que isso.
Vamos nos armar de possibilidades e escolhas. Daquelas em que não há contrato prévio combinando, são valiosas, simplesmente, na ação. Podemos viver um Céu de uma tarde única ou o deleite do Inferno consentido na convivência. Ou, sem tanto entusiasmo, seremos como borboleta que se assusta quando alguém se aproxima, mas aproxima-se se ficarmos quietinhos. Ali. À espreita.
Então, chega aê!
Traga quantos amigos quiser. Vamos cumprimentar os conhecidos na rua. Fazer amizade com a velhinha do ônibus. Esqueça quem se foi. Perderam a festa. Será que a foi a cerveja que acabou? Ou o papo não era agradável? Forget It.
Vamos combinar assim, nem precisa me contar tudo, nem prometa que seremos amigos. Vamos nos permitir vivermos amores, dissabores e melhores amizades de um dia. Ou apenas uma noite, quem sabe? Talvez dure além disso, se esquecermos de amarrar nossos afetos nos dias estáticos dos calendários.
Não se preocupe em deixar os sapatos na entrada. Não nos pautemos pelas regras. Ou podemos criar as nossas. Imagine os sapatos perto da cama? Ou da TV? Ou calce minhas havaianas brancas. Eu empresto. Sou boazinha!
Me conta de você. Apenas uma história engraçada, uma piada, uma fofoca. Façamos intriguinhas adolescentes. E não se preocupe com o tamanho do afeto. Não se pergunte se está agradando, nem peça desculpas. Apaixone-se pelo momento como se não houvesse amanhã, ou me leve assim...como a força revitalizante das águas de águas da Iemanjá. Gotas disfarçadas de mar no suor que escorre do rosto enquanto dançamos. Talvez eu só te conheça hoje, ou então somos amigos de anos atrás, coleguinhas de infância, do colégio ou parentes distantes: pouco importa. O cortejo dos festejos diverte-se com a roda viva do chegar, do viver, do ficar ou partir. Cinco minutos. Um século, um mês, três vidas e mais. A escolha se dará no vento do bem-querer.

4 comentários:

Dani disse...

Lindo hein?
Ensolarado diria eu este post.
beijos

Faxina

keila lima disse...

Ei ei!!

Injeção de Animo!!
:)
Belo, belo!!

Alexandre Gil disse...

texto digno de concursos.

Belo!

Cineasta disse...

Não gosto do Carpinejar. rs

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